quinta-feira, 28 de maio de 2009

Descuido


Você tem pisado duro no seu jardim.
Quantas plantinhas e vidas suspensas, surpresas
Podem estar sendo mortas ou machucadas
Por seus lindos pés?
Que pés... Tão lindos... Você tem.
Que mãos, que boca
Que falam tantas pérolas-diamantes
Que em instantes podem perder-se
No tempo que se faz urgente
De que desmente a gente, enrola-se e sempre
Vai-se demente, displicentemente
Mente e permanentemente sente.Surpresas no jardim
Que vidas minúsculas, partículas
Tão mínimas, semínimas colcheias
De semi-breves breves
Que no tempo fusa
Confusa ...
Já foi , passou , vem outro
Momento, no vento
Sofrimento?
Sento. No chão invento
Um sentimento que nem sei se o tempo
Traz forte ou fraco sobrevivendo ao passo.
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Aline Figueiredo de Arruda

domingo, 3 de maio de 2009

PRA VOCÊ


A Tempos não falo de paz

Venho pensando em como encontrá-la...

Verdadeiramente eu sei!

Mas como dizê-la para universos tão diversos

Dizendo apenas frases bonitas?

Sorrindo em tempo de discordia?

Dormindo profundo quando a insonia dos problemas insistem em me levar?

Pulando da cama agradecendo a tudo que já passei?

Trabalhando em situações que na verdade nem gostaria de participar...

Quero levar a paz

Agradecer pelo nada ou por tudo que me move aqui

Agora, nesse instante apenas oferecer o que tenho em mãos...

Essa rosa cor de rosa...

Pra você!

Aline
(Texto e Foto)